sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

DE ONDE VEM O MEDO DE AMAR?

   De onde vem a p*##@ do medo de amar?
   Vem do receio da rejeição, da decepção de poder quebrar a cara, de abrir o peito e ser ferido desavisadamente, ou de uma possível "perda de liberdade relativa"?

   A indecisão entre a vida de solteiro Rock'n'Roll com diversos matchs e encontros anônimos vs. um relacionamento fixo monogâmico "seguro" só atrapalha, faz um bolo entre as linhas do coração e da cabeça. Seria muito mais fácil ao se decidir logo, permanecer na fé cega daquela escolha. Mas, se o namoro não for tão seguro assim, e se rolar ciúmes, carências e sentimento de solidão/abandono mesmo "juntos" ? E se a solteirice for mais clara em suas clausulas: diversão, leveza, favores sexuais, troca de afetos sem pretensão de continuação? Sem crises, sem D.R., sem cobranças, sem "questões".

   Por outro lado, quantas temporadas durariam a "chuva na horta"? Épocas de fartura/abundância podem ser bruscamente alteradas para secas duradouras. E quem estará lá para "salvar"? Nisso o namoro vence. Por todas as responsabilidades e riscos que um relacionamento envolva, há uma conexão evidente, e qualquer ato de traição por qualquer uma das partes é enfaticamente reprovável. Nisso mora a confiança: na consciência do outro. Então viria o medo de amar do medo de confiar?

   Para isso há a lei do karma, causa e efeito. Sendo assim, só precisamos nos preocupar com o que fazemos, com a nossa parte, nossa própria conduta, nossa ações e o que doamos na relação. Como a outra pessoa receberá ou como reagirá são alternativas e atitudes dela para com a vida que se apresenta. Ok...tranquilizando o "medo do outro" surge aí o medo de si mesmo, de saber lidar com as situações, os pensamentos, desejos e sentimentos envolvidos, de ambos os lados. Como se colocar, como se expressar, o quanto se doar, e o quanto se resguardar, avançar ou defender, conquistar ou deixar-se seduzir, freiar ou acelerar, declarar ou disfarçar...? Quantas interrogações!

   Amor foi feito para viver sem pensar, apenas 'fazer', amar, agir na prática, no feeling do momento, ser, estar, beijar, sentir, sorrir...toda essa teoria não entra no campo. Todavia, ela também serve para algo, é desse "excedente", dessa reserva, dessa sobra que nascem as músicas, os livros, os filmes de romances, as cartas de amor, as poesias e até esses textos mal escritors, garranchos improvisados. No final das contas tudo conta, tudo vale, tudo serve: das agonias da saudade até a breve, mas ansiosa espera para a resposta daquela mensagem de texto, ou para o próximo encontro com a amada. No amor nada se perde, tudo vira história, seja vivida ou contada. O que não se escreve com tinta se escreve com saliva e batidas fortes do coração.

   Agora está mais do que clara minha decisão. Nada de várias gurias, deixo só para uma delas minha atenção. Tal clareza vem de eu perceber que já estou sendo fisgado pelo anzol da paixão. E com o cupido não se brinca não! Já dizia a canção: "Don't you mess with cupid"

(Humberto Lacerda Brum, 16/02/2018, Niterói-RJ)

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Sharing Songs

     Existe uma diferença entre o aspirante a escritor e o escritor:  aspirante é o que sonha sempre em ser escritor; o escritor é aquele que senta à mesa com um papel e caneta na mão e escreve. Eis-me aqui transpassando essa ponte.
    Me dei conta de que não (consigo) namoro(ar) mulheres que não conheçam ou não gostem de Velvet Underground ou The Strokes. Meus melhores e mais duradouros relacionamentos amorosos (e de amizades) foram pautados/fundamentados em música! Gostos musicais semelhantes e mutuamente estimulantes (quando um apresenta músicas, discos e bandas para o outro e vice-versa). Nessa lista estão 4 de minhas namoradas que mais amei até hoje. Desde conversas sobre bandas, cantarolar de um refrão, assobiar baixinho um riff de canção ou mesmo termos “músicas de namoro” daquelas que quando ouvimos novamente em outros contextos sentimos os mesmo calafrios e lembramos afetivamente de cheiros, sabores, sentimentos, situações e sensações... A boa música estava também no presentear com CD/LP/DVD originais (na época que isso fazia sentido), com pendrives repletos de set lists mais que fodas e também ingressos de shows para curtirmos juntinhos. Sem falar nas músicas que colocávamos para tocar em horas românticas. Tudo conta, tudo ajuda e tudo une. Pois assim estamos literalmente em uma mesma sintonia, numa mesma vibração, num mesmo comprimento de onda, numa plena comunhão de corpo, alma e coração. Porque Música é feelings, boa música é good vibration e o amor é a Good Vibration por excelência e majestade!
     Uma amiga indie e produtora cultural que dizia: “Gostamos uns dos outros por afinidades musicais e culturais, muito mais do que por virtudes ou algo que o valha”. Polêmica, generalista, mas em parte verdadeira expressão. Nestes 7 anos no Rio nunca vivi um amor daqueles que vivia em Minas ou Espírito Santo, com tamanha proximidade entre corações, em profundidade e pureza de sentimentos. Vai ver porque aqui o Rock que me satisfaz praticamente não existe! Aqui é a terra do samba, do funk e do pagode, das Anittas e Arlindos Cruzes. O que há por aqui são flertes fugazes, “amores de fins de semana”, matchs de Tinder, casualidades semi-formais desprovidas de essência, pautadas em formas, aparências, comodidades e sensações táteis. Tudo muito distante de corações palpitantes, olhares magnéticos, sorrisos abertos e fortes compatibilidades culturais/musicais-literárias.  Fato é que gurias Rock’n’Roll colocam a vida em tom maior, e namoro bom é namoro com trilha sonora que ambos adorem, que amem! Amem!

(Humberto Lacerda Brum, 22-01-2018, Niterói-RJ)

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Quão doces eram Seus sussurros secretos a soprar verdades profundas e sutis aos ouvidos de minh’alma! Confortava-me das pelejas, quando havia, ao se aproximar invisível e sereno, transmutando agonias em claros pensamentos, límpidos sentimentos. Nutria-me de vida e amor numa paz jovial que alumiava meus horizontes. Os sonhos existiam e se desdobravam na caminhada dos dias. A meta era certa e atraente. A motivação alegrava meu deitar, na esperança da manhã seguinte. A empolgação me despertava ao amanhecer, para o jogo da vida, divertido e viciante. Tudo era descoberta, novidade, bom desafio e conquista. Tu me acendias o peito a cada dia, descansava-me o corpo a cada noite. Chorando eu sorria sempre que em algum sinal me aparecia. Intimidade havia, felicidade ia e vinha. Ciúmes Seu Amor não tinha, vez ou outra, lindas gurias perfumavam-me de alegria. Amigos de ouvidos atentos comungavam risadas, boas histórias em prazerosa companhia. Não se contavam moedas nem pão, prosperidade era algo natural, fundamental como o chão, de onde caminhávamos para viver e planejar novas experiências, teorias, viagens, amores e amizades. Trabalho não faltava e nem oprimia, era constante exercício construtivo e desenvolvedor de nossas próprias habilidades. Aprender e ensinar, amar e ser amado, receber e contribuir, sorrir e alegrar, sonhar e construir.
Ah, que saudade desses dias!
(Humberto Lacerda Brum, 13/12/2016. Niterói-RJ )

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Mais textos da época subversiva aqui neste link

http://amontanharussa.blogspot.com.br/

Tributo ao Ex-Amigo


A manhã de hoje me lembrou que um dos meus escritores preferidos não é nenhum europeu arrogante, nenhum ganhador do Pulitzer ou Nobel, nem mesmo um latino marginal...bem, se considerarmos brasileiros latinos pode até ser, rs, e marginal ele épra caraleo, é tanto que já escreve há uns 20 anos e até agora não pariu um livro. Mas, neste texto que li hoje ele diz estar cansado de voar abaixo dos radares e usou frases com expressões como “how deeper you go, how high you fly” e algo sobre um carro a duzentos por hora batendo num muro, hehehe. Anyway, he’s alive, and  explosived...I guess.

Gostei de ler, ele está na ativa ainda, depois de uns 5 ou 6 blogs, continua o mesmo em muita coisa, o que por um lado é deprimente e por outro é genial. Genial como sempre na literatura, nesse campo ele é meu anti-herói! Possivelmente um dos 5 seres humanos que mais me inspiraram na literatura. Lendo seus primeiros blogs que tinham nomes mitológicos ou de referências à Sonic Youth, na época que eu nem tinha computador e pagava internet na lan house para escutar discos punks e ler seus textos. Haviam outros dois ou três amigos na equipe, também escrevendo online. Eu escriva mesmo era no papel, dobrava e guardava. Até hoje meu melhores textos são assim, alguns até em guardanapos. Os melhores para mim, pelo menos.

Na escrita ele está foda, na fotográfica: barroco; nas músicas um pouco gay e globalista demais para meu gosto, e nos gostos e referências culturais ainda out of box; porém, algo fede naftalina ou cerveja choca (tá bem, não vou ser tão cruel de novo com ele, cerveja choca não, um café requentado tá bom, palatável); ficou estanque em certos escritores e em algumas ideias que tinham tão longínquas, tão temeroso de entrar na água gelada para atravessar as caudalosas correntes, que até hoje está à margem molhando os pés e os voltando ao sol na pedra seca.

Toda vida achei x7 mais culto que eu, lia e escrevia inglês quando eu nem conhecia o FISK, citava frases em francês cantando garotas magrinhas de franjinha (tá, isso não sei se fazia, mas tinha todo esse ar, rs); conhecia x200 mais músicas que eu e quando fui ver Godard ele já tinha terminado de assistir a filmografia de Truffaut (mais um “chute de expressão”). No entanto, telas e páginas à parte, no dangerous real world creio que fui mais longe nas experimentações e “voltei”, ou não… Fato é que ele fez um filme que foi até premiado! Isso foi awersome. E também formou em jornalismo – curso que eu venerava na adolescência.

Porém, eu formei em Produção Cultural, algo muito mais próximo de nosso sonho de viver de cultura, música e literatura. Sonhávamos ter banda juntos, criamos nome e até capa de disco. Mas, ele não aprendeu a tocar nada. Mal ou bem “risco o dedo” no violão e guitarra e já tive a felicidade de tocar em duas bandas e até tocar sozinho como músico de rua. Há muito tempo ele tinha um olhar 43 discreto para o ocultismo, mas dizia não estar preparado física nem psicologicamente para tal. Eu fui lá, desvendei a coisa toda, desbravei territórios sagrados e perigosos, sombrios, trevosos, misteriosos e luminosos feito a luz do meio-dia: cabala, tarot, yoga, ordens secretas e tudo mais. Para depois de profundos mergulhos sair escalando para fora do inferno  e voltar ao nível do mar, para ensaiar subidas de outras montanhas e escadas. Enquanto ele passava anos letárgicos no niilismo cretino. Passei por quase todas religiões, colhendo tesouros em pérolas de aprendizado verdadeiro e desmistificando falácias e dogmas vazios. E por falar em mistérios e natureza, encontrei essa grande beleza: a astrologia. Uma sabedoria tão amada e sagrada quanto a música e meditação.

Quanto  às mulheres, não sei como ele se saiu nessa última década. Mas fui bem, obrigado. Exceto nos últimos 3 ou 4 anos. Em uma coisa ele me ganhou nessa seara: em escrever sobre suas musas. Seus textos magníficos vez em sempre tem a presença ou a ausência reclamada de uma entidade feminina; seja garota inspiradora, mulher ficante ou amor platônico imaginário, inventado só para escrever bonito. Nisso falhei miseravelmente! Com tantas distrações e egoísmos cegos, mal escrevi para minhas amadas. Poucas foram as que receberam cartas ou e-mails de abrir sorrisos e molhar os olhos (talvez só as duas namoradas de maior duração receberam tamanha atenção adocicada). Fui mesquinho com um possível talento que tive, assino a culpa. Todavia, ainda há conserto. Tenho muitas mulheres ainda para conhecer, apaixonar, amar, sofrer, odiar, esquecer...

Na fotografia considero que estamos quites. Ele faz ótimas fotos, mas boa parte delas são terríveis e so over. Economicamente ele está na frente, tanto faz, nos últimos 6 anos ignorei irresponsavelmente este setor da minha vida, hoje pago por isso, ou melhor, nem consigo pagar.

No final das contas acho que estamos bem. Ainda sou um vilão para ele. Desde o dia que escrevi um texto criticando uma crônica que ele escrevera – nunca avalie mal um leonino, isso pode ser fatal para sua amizade! Enfim, avancei em algumas áreas, retrocedi em outras, ele fez parecido, talvez nos setores complementares. O fato é que ainda estamos aos tropeços e catravancos da vida nos aperfeiçoando em cultura, arte e insistimos em escrever, conhecer e divulgar cultura, conteúdo fora do hegemônico, com personalidade, atentos ao que se apresenta com estilo, bom gosto e originalidade.

Não nos falamos, assim não nos influenciamos nem imitamos um ao outro, mas de longe nos comparamos, e uma hora ou outra ainda nós dois sairemos do “baixo-radar” e pariremos algum livro...ou disco. Segue o jogo!


(Humberto Lacerda Brum, 11/08/2017, as 11:15,Niterói)

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

A desilusão de um quase



Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase!
É o quase que me incomoda, que me entristece, que mata tudo o que poderia ter sido e não foi.
Quem quase ganhou, ainda joga; quem quase passou, ainda estuda; quem quase amou, não amou!
Basta pensar nas oportunidades que se escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel, por essa maldita mania de viver no outono.
Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e na frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos bom dia, quase que sussurrados.
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz.
A paixão queima; o amor enlouquece; o desejo trai.
Talvez esses fossem bons motivos para decidir ente a alegria e a dor. Mas não são.
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza.
O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplkia o vazio que cada um traz dentro de si.
Preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Para os erros há perdão; para os fracassos chance; para os amores impossíveis, tempo.
De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor, não é romance.
Não deixes que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfia do destino e acredita em ti.
Gasta mais horas realizando, que sonhando...
Fazendo, que planejando...
Vivendo, que esperando...
Porque, embora quem quase morreu esteja vivo,qume quase vive, já morreu...

( Luiz Fernando Veríssimo)

domingo, 9 de setembro de 2007

- Brasileiro é um povo solidário. Mentira. - Brasileiro é babaca.


Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza; Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade...
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária. É coisa de gente otária.
-Brasileiro é um povo alegre. Mentira. Brasileiro é bobalhão.
-Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo, ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai. Brasileiro tem um sério problema. Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.
-Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência. - O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo. Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita
isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo. Brasileiro é um povo honesto. Mentira. - Já foi; hoje é uma qualidade em baixa. - Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso. Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas. O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça. 90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira. - Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram. Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime. Hoje a realidade é diferente. Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como "aviãozinho" do tráfico para ganhar uma grana legal. Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas. Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas. O Brasil é um pais democrático. Mentira. Num país democrático a vontade da maioria é Lei. A maioria do
povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente. Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia. Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita. Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores). Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar. Democracia isso? Pense !
O famoso jeitinho brasileiro. Na minha opinião um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira. Brasileiro se acha malandro, muito esperto. Faz um "gato" puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar. No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto...malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é
zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí? Afinal somos penta campeões do mundo né? Grande coisa...
O Brasil é o país do futuro. Caramba , meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos. Dessa vergonha eles se safaram... Brasil, o país do futuro!? Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.
Deus é brasileiro. Puxa, essa eu não vou nem comentar...
O que me deixa mais triste e inconformado é ver todos os dias nos jornais a manchete da vitória do governo mais sujo já visto em toda a história brasileira. Para finalizar tiro minha conclusão: O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente. Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta. Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?
FAÇA A SUA PARTE REPASSE !!
EU JÁ FIZ A MINHA

INCLISIVE PARA BRASILIA
(Arnaldo Jabor)

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Music is my hot sex - Cansei de ser sexy

Não é a toa que a banda tá destruindo lá fora,
foda! Sorte do dia: Baixe-a no seu ipod e não pare de ouvir!



Music Is My Hot Hot Sex
Cansei de Ser Sexy


From all the drugs the one i like more is music
From all the junks the one i need more is music
From all the boys the one i take home is music
From all the ladies the one i kiss is music (muah!)

Music is my boyfriend
Music is my girlfriend
Music is my dead end
Music is my imaginary friend
Music is my brother
Music is my great-grand-daughter
Music is my sister
Music is my favorite mistress

From all the shit the one i gotta buy is music
From all the jobs the one i choose is music
From all the drinks i get drunk is music
From all the bitches the one i wannabe is music

Music is my beach house
Music is my hometown
Music is my kingsize bed
Music's where i meet my friends
Music is my hot hot bath
Music is my hot hot sex
Music is my back rub
My music is where i'd like you to touch

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Música É Meu Sexo Selvagem

De todas as drogas, a que eu mais gosto é música
De todas as porcarias, a que eu mais preciso é música
De todos os rapazes, o que eu levo para casa é música
De todas as moças, a que eu beijo é música (muah!)

Música é meu namorado
Música é minha namorada
Música é meu fim da linha
Música é meu amigo imaginário
Música é meu irmão
Música é minha bisneta
Música é minha irmã
Música é minha amante favorita

De todas as besteiras, a que eu compro é música
De todos os trabalhos, o que eu escolho é música
De todas as bebidas, eu fico bêbada de música
De todas as vadias, a que eu quero ser é música

Música é minha casa da praia
Música é minha cidade natal
Música é minha cama tamanho king
Música é onde eu encontro meus amigos
Música é meu banho quente
Música é meu sexo selvagem
Música é minha coçada nas costas

Minha música é onde eu quero que você toque

Claro-que-sim
Fui escoteira-mirim
Direto da escola, não
Não ia cheirar cola
Nem basquete, pebolim
O que eu gosto não é de graça
O que gosto não é farsa
Tem guitarra, bateria, computador saindo som
Alguns dizem que mais alto que um furacãão
Perto dele eu podia sentir
Saía de seu olho e chegava em mim
Sentada do seu lado
Eu queria encostar
Faria o tigela até o sol raiar
Debaixo do lençol
Ele gemia em ré bemol
Fiquei tensa
Mas tava tudo bem (tudo bem).

Ele é fodão, mas eu sei que eu sou também

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Tim Festival 2006 no Marina da Glória

Depois de um copo de whisky com gelo acompanhado de algumas músicas no violão, pego meu ingresso e ponho na carteira. Despeço do Rodrigo e acompanho o Dudu descendo as escadas do prédio e atravessando a rua até a garagem para pegar o carro. O transito estava tranqüilo, chegamos rápido ao aterro do flamengo, conversamos sobre sorte, emprego, otimismo, filosofia, sobre como eu era o retrato da lei de Murphy e hoje como sou o contrario. “Contrario” foi o que aconteceu com ele também, que antes era feliz e otimista. Paramos em frente à Marina da Glória, local do festival. Entro sem revista e sem conferirem meu ingresso.
A primeira coisa que vem à cabeça é: “_Caralho, estou no Tim Festival !!”, levanto os braços vitorioso, carpete vermelho aveludado, pessoas bonitas e ricas(isso era notado facilmente) todos bem vestidos, criatividade e estilo imperavam no local, cabelos moicanos, arrepiados, verde, rosa, branco, franjas, muitas franjas channeis em rostos delicados de gurias. Muitas, na verdade já deviam estar a beira dos 30, porem todas lindas, com suas namoradas(é, você não leu errado) ou em turma. Saias e shorts minúsculos, acompanhados de meias rasgadas e blusinhas coladas, desenhando o perfil de ‘putas de luxo’. Balcões pretos, caixas e mais caixas de som, uma fila para pegar o passe VIP, uma pulseira verde que guardo no braço de lembrança até o dia de hoje 14/11/2006(8/12/6). Encontro com a Thaisinha nessa fila, tímida, sutil e fugaz como sempre, me cumprimenta com um abraço, beijo, duas palavrinhas e só, desaparece. Engraçado como sempre a encontro nesses festivais, vide ‘Claro que é Rock’.
Tudo bem, não tão à vontade, em meio a tantos burgueses e indies de panelinha, procuro um bar. Cerveja SKOL R$5,00; três por R$12,00. Garçonete vem atendendo na fila das fichas para evitar o congestionamento, peço o da promoção, ela explica que tem que se levar os 3 copos de uma vez. Um cara se oferece a dividir o esquema e levamos a terceira para sua namorada publicitaria que intera a grana. Papo vai, papo vem, não lembro se foram ver o Devendra Benhart ou o TV On The Radio, sei que a conversa estava muito sofisticada, caindo para campos ainda não explorados por mim, um reles mortal perto de ‘‘alternativos-que-ganham-mais-de-R$4.000,00-e-viajam-o-mundo”. Peço licença, dou a desculpa de que procuro minha turma e dou uma volta pelo cenário, ainda não confortável entro na tenda TIM STAGE, onde se realizariam os shows que paguei para ver.
Mais umas cervejas e começa o show do Mombojó as 23:08. Os caras se dedicam, fazem de tudo para animar a platéia, que os acompanha nas letras, com alguns gritos histéricos vez ou outra e tudo que se tem direito. Eu, no entanto não fui contagiado, achei q eles tentam soar como Mundo Livre S/A, Cordel do Fogo Encantado e oras com Nação Zumbi da era Chico Science...em vão. Uma sina entre os pernambucanos, sempre perseguidos pelo fantasma do manguebeat, ainda não superado. Curti umas 3 músicas. Não são ruins, o vocalista tem presença de palco e até chega perto de ter carisma. Fizeram seu papel, deixaram o terreno propício para o show da Patti Smith.
Expectativa pulsante, olhos atentos no palco, eis que aparece ela, a poeta punk. Uma das 200 maiores artistas de todos os tempos, Patti Smith, o mito. Quase sessentona, porém com uma aparência agradável de uma coroa enxuta. Sorriso simpático no rosto, começa de sola com um cover Gimme Shelter dos Stones, versão muito boa.

...Daí pra frente a noite foi muito boa pra eu perder tempo reparando nas coisas.

(Rio de Janeiro, 8 de Dezembro de 2006)

We Want Fun! (We Want Something More)

Entretenimento, diversão e entusiasmo. Isso salvará meu mundo.
Tenho que parar de ler. Será que todos escritores(e as pessoas inteligentes) são todos pessimistas e amaldiçoados?
Estou me tornando sensível à vibrações negativas, isso está me arruinando. Frustração, confusão e desesperança têm sido as palavras de ordem nessas últimas semanas...ou desde antes do natal.
"Crises de loucura" não é mais uma expressão exagerada e irreal. A mente em ebulição, feito água fervendo na panela. Alma violentada, coração apodrecendo, depois de ter se tornado em aço, duro e gelado. Uma mordida na vaidade, auto-estima por água a baixo. Os fios de cabelo mal se sustentam no couro cabeludo. O último adjetivo que recebi foi "cinzento". Essa situação já está me atrapalhando no trabalho, e muito.
Napoleão disse certa vez que: "Um governo novo deve ofuscar e chocar os espíritos, pois assim que ele para de emitir este raio, ele cai." E é o que está acontecendo, ou já aconteceu comigo em Manhuaçu. No último sábado renunciei a todos meus 'amigos' daqui, e não ajudou muito.
Algo me diz que preciso de um tempo, umas férias, com cores, luzes, alegria, pessoas se divertindo e me fazendo sentir minha juventude, que há muito tem sido refém das circunstâncias e deste espírito de pesadume que me enclausura.
Estou matando um leão por dia!
Quero alegria! Meus ouvidos precisam de gargalhadas!
Liberdade e Igualdade, dizem, são palavras mágicas. Então eu as invoco, para me trazerem de volta a VIDA!!
Mulheres lindas e nuas? Sim, não as dispenso não. Mas estou falando de amizades verdadeiras, as que nos fazem sorrir, de uma família presente, a que nos fazem sentirmos amados e confortáveis. Música! Que nos faz sentir, exaltados e livres. Trabalho prazeroso, que nos motiva a crescer e desenvolver. E uma companheira, que me encha de gozo. Paisagens bonitas, que nos saltem aos olhos, a sublime natureza e a deslumbrante arquitetura. Cores e formas que compõem algo inexplicável e incompreensível, tamanha a grandeza e criatividade da ARTE! Vozes macias, hálito fresco, lábios umedecidos, perfume de MULHER! Adrenalina, excitação, felicidade escandalosa de AVENTURA!
Já dizia Oscar Wilde:"Tenho um gosto simples, me contento com o melhor" Não há razão nenhuma para assim não o ser.
Hedonismo é a melhor das filosofias. Não estamos todos em constante corrida pela felicidade? E a felicidade não é nada mais do que um regime de prazeres e alegrias? Então por que os negarem!? Eu os quero e eu os protejo, defendo-os com todas as forças.São meus amantes libertinos, e não tenho ciúmes em dividi-los com os meus próximos.
Há pessoas que vivem e há pessoas que apenas existem. Não quero ser esses últimos e não serei, da mesma forma que não fui. E não quero acreditar que esteja sendo agora. Gimme your hands! Eu não me entreguei, mas você se entregará aos meus amigos, a Alegria e o Prazer, junto comigo. You're not alone!



(Humberto Lacerda Brum, Manhuaçú, Março de 2007)